129.38

A “Primavera” do futebol feminino (1940-1941)(2ª e última parte)

Denaldo Alchorne de Souza 31 de março de 2020

RESUMO DA 1ª PARTE: Em 1940, na capital da República, Rio de Janeiro, o futebol feminino estava passando por um intenso desenvolvimento, com o surgimento de dezenas de clubes, de torneios e de jogos amistosos. Tal prática contou com a divulgação de periódicos e com a participação de inúmeros torcedores que se avolumavam nas praças esportivas. No final daquele ano, uma das agremiações de maior destaque foi o Primavera Athletico Club. O seu sucesso levou um empresário argentino chamado Alfonso Doce a convidar as atletas para uma excursão às terras platinas. Entretanto, um pouco antes da viagem, uma representante do clube fora presa pela policia carioca após uma acusação anônima de exploração das atletas. Como nada ficou provado, ela foi solta 48 horas após.

Durante os acontecimentos que originaram a prisão de D. Carlota Alves Rezende, em diferentes entrevistas, atletas e dirigentes do Primavera apontaram que as suas adversárias no futebol feminino eram as prováveis responsáveis pela acusação anônima e caluniosa contra a Dona Carlota. Entretanto, outra possibilidade era que a acusação poderia ter vindo de um simples torcedor, ou até mesmo de uma pessoa afastada do mundo esportivo, alguém que simplesmente não aceitava que o futebol, cada vez mais um importante símbolo da nação brasileira, fosse jogado por mulheres.

Tal hipótese não era impossível. Meses antes, ganhara destaque na imprensa esportiva carioca a divulgação de uma carta de um morador da cidade de nome José Fuzeira, datada de 25 de abril de 1940 e enviada ao presidente Getúlio Vargas, pedindo a proibição do futebol feminino em terras brasileiras. A carta pretendia:

Solicitar a clarividente atenção de V. Ex. para que seja conjurada uma calamidade que está prestes a desabar em cima da juventude feminina do Brasil. Refiro-me, Snr. Presidente, ao movimento entusiasta que está empolgando centenas de môças, atraindo-as para se transformarem em jogadoras de futebol, sem se levar em conta que a mulher não poderá praticar esse esporte violento, sem afetar, seriamente, o equilíbrio fisiológico das suas funções orgânicas, devido à natureza que dispoz a ser mãe… Ao que dizem os jornais, no Rio, já estão formados, nada menos de dez quadros femininos. Em S. Paulo e Belo Horizonte também já estão constituindo-se outros. E, neste crescendo, dentro de um ano, é provável que, em todo o Brasil, estejam organizados uns 200 clubes femininos, de futebol, ou seja: – 200 núcleos destroçadores da saúde de 2.200 futuras mães que, além do mais, ficarão presas de uma mentalidade depressiva e propensa aos exibicionismos rudes e extravagantes.[i]

A missiva teve repercussão nos meios oficiais. A opinião de senhor Fuzeira era compartilhada por amplos setores do campo político.

O Estado brasileiro não estava indiferente diante do fenômeno esportivo. Para os governantes daquele período era fundamental a retomada da construção da identidade nacional, articulando a comunicação entre as elites e a massa da população.[ii] O futebol masculino e, particularmente, a seleção brasileira seriam veículos perfeitos a dar concretude à idealização de democracia social do Estado Novo.

Muitos representantes do governo, como Lourival Fontes, Francisco Campos e Gustavo Capanema, já davam a devida atenção aos esportes, compreendendo o poder ideológico e educacional que possuíam. Para eles, os esportes enquanto educação cívica eram fundamentais na construção de uma solidariedade e de uma identidade entre seus praticantes, levando-os a abandonar qualquer vestígio de individualismo ou “estrangeirismo”. Já os esportes enquanto parte da educação eugênica contribuíam, “primeiro, para a construção da riqueza da nação, onde o atleta proletário teria mais condições de suportar um dia de labuta com muito mais vigor e otimismo e longe da ética da malandragem”. Em segundo lugar, “contribuíam na preparação da defesa da nação, onde o aprimoramento da força física do jovem esportista e a constância do aprendizado facilitaria a tarefa das Forças Armadas”.[iii]

Jogadoras do Primavera Atlético Clube, clube do subúrbio do Rio de Janeiro. Foto: Reprodução/Editora Hanoi.

Porém, no caso feminino, a prática tinha que ser comedida. As mulheres eram vistas como as guardiãs da família e a sua educação deveria priorizar o lar e os afazeres domésticos. Segundo Gustavo Capanema:

Se o homem deve ser preparado com têmpera de teor militar para os negócios e as lutas, a educação da mulher terá outra finalidade que é o preparo para a vida do lar. A família constituída pelo casamento indissolúvel é a base de nossa organização social e por isto colocada sob a proteção especial do Estado. Ora, é a mulher que funda e conserva a família, como é também por suas mãos que a família se destrói.[iv]

Quanto aos esportes, as mulheres somente poderiam praticar os que fossem considerados adequados ao seu organismo e à sua sensibilidade.

Quando começou o surgimento de clubes de futebol feminino nos subúrbios do Rio de Janeiro, imediatamente o assunto passou a ser discutido entre os membros do governo que estavam envolvidos com a regulamentação dos esportes. Em respostas à carta de Fuzeira, um parecer enviado e assinado pela Subdivisão de Medicina Especializada assim encaminhava o assunto:

O movimento que se esboçou nesta Capital, para a formação de vários quadros femininos de futebol, e que tomou corpo com o apoio de alguns jornais cariocas deram, é desses que merecem a reprovação das pessoas sensatas, já pelo espetáculo ridículo que representa a prática do association pelas mulheres, como também pelas razões de ordem fisiológica, que desaconselham sumariamente um gênero de atividade física tão violenta incompatível mesmo com as possibilidades do organismo feminino.[v]

O parecer argumentava que o futebol obrigava as atletas a executarem marchas, corridas de velocidade ou moderadas durante um longo período, paradas bruscas, saltos, choques com as adversárias ou com a bola possibilitando a ocorrência de traumatismos que poderiam afetar departamentos do organismo feminino especialmente delicados e de importância vital.

A Subdivisão se baseava num estudo feito por cientistas ingleses que determinou quais desportos eram “aprovados” para as mulheres, com destaques para: o tênis, o voleibol, o críquete, as corridas, etc. O hóquei foi considerado saudável apenas para as mulheres adultas. A natação e o ciclismo, praticado moderadamente, foram também aprovados. Já o futebol e as competições de remo foram desaconselhados. Os médicos foram favoráveis à educação física, aos jogos e aos desportos para moças, mas uma exceção foi feita para o futebol. O parecer indicava a conveniência “em executar uma campanha de propaganda mostrando os malefícios causados pelo futebol praticado pelas mulheres, afim de evitar lamentaveis consequências […]”.[vi]

Após a carta de José Fuzeira, muitos periódicos que até então davam ampla cobertura ao futebol feminino, começaram a fazer reportagens mais comedidas, quando não eram abertamente contrárias a tal prática esportiva. O jornal O Imparcial foi um exemplo disso. Até àquele momento, havia divulgado e patrocinado diversos torneios, agora fazia questão de apresentar opiniões contrárias ao futebol feminino: “Como espetáculo theatral muito attrahente, mas attentatorio a todos os principios eugênicos”.[vii]

Nos meses seguintes, a difamação foi constante. Os ataques, ou eram moralistas, quando enfatizavam a exposição pública do corpo das atletas em trajes considerados “inapropriados”; ou adotavam um discurso pretensamente científico, quando ressaltavam a fragilidade do corpo feminino e a sua função maternal.

Notícia de jornal contrária à prática de futebol por mulheres. Foto: Arquivo Nacional/Museu do Futebol.

O processo de cerceamento do futebol feminino não ocorreu sem resistência. Atletas, fãs e até setores da imprensa comercial ensaiaram ampliar o debate para espaços mais amplos da sociedade. Ainda nos dias seguintes à carta de José Fuzeira, Adyragram, atleta do S. C Brasileiro, respondeu:

– O Sr. José Fuzeira deve assistir á pratica de football feminino, para verificar quão salutar é esse sport e os benefícios que o mesmo presta ás suas praticantes. […] O Sr. Fuzeira, qualquer dia achará que a natação é prejudicial ao sexo feminino, porque a agua poderá grippar as concorrentes e as roupas certas e colantes estão em desacordo com o seu modo de pensar sobre as futuras mães… […] O Sr. Fuzeira fica convidado a assistir ao primeiro encontro de football feminino e apontar, publicamente, quaes as desvantagens da sua pratica nos moldes em que o mesmo vem sendo empregado entre as jovens brasileiras.[viii]

Entretanto, apesar das iniciativas das atletas, de alguns jornalistas e dos fãs que continuavam frequentando as apresentações de futebol feminino, grande parte dos dirigentes esportivos, dos governantes e da sociedade civil concordava com José Fuzeira: “futebol era coisa de homem”, proibido às mulheres, para quem cabia o papel subalterno de serem somente “maternais”, “frágeis”, “dóceis” e “femininas”.

Assim, o futebol se adequava à política de contenção das mulheres proposta pelos governantes e à consolidação de uma representação de nação brasileira compartilhada por amplos segmentos da sociedade.

Afinal, em que medida as mulheres compartilhavam – e compartilham – a mesma identidade grupal dos homens e, em particular, o mesmo projeto nacional? São seus projetos idênticos aos deles? Para Sylvia Walby, muitas vezes as mulheres podem apoiar um projeto nacional que é diferente do projeto dos homens. “Há uma luta para definir o que constitui o projeto nacional e, que quase sempre, as mulheres são menos ouvidas do que os homens a esse respeito”.[ix] Desta forma, as relações entre os sexos são fundamentais para determinar o que é o projeto nacional.

Nação e gênero são termos relacionais. O imaginário de gênero relacionado à nação permite simbolizar e essencializar a hierarquização dos homens e das mulheres. Pensadas como diferenças impostas pela natureza, a distinção entre o masculino e o feminino torna-se uma metáfora perfeita para a naturalização da identidade nacional. Constrói-se assim uma tradição específica do corpo masculino e do feminino que perpassa o cotidiano das pessoas. Sobre um menino recai toda uma expectativa de segurança e domínio de um macho. No caso do Brasil, chuteiras são penduradas nas portas dos quartos. Camisas de clubes de futebol são presenteadas. As brincadeiras são realizadas nas ruas; pois, “se ficar em casa, acaba atrapalhando”. Já sobre as meninas, pairam toda uma expectativa de fragilidade, beleza e proteção. Jogar futebol não é conveniente. Em vez de bola, ganham bonecas e utensílios domésticos. As brincadeiras são feitas dentro de casa. Além disso, são estimuladas a agirem com delicadeza e bons modos, bem como ajudarem as mães nos serviços domésticos, a fim de se tornarem esposas bondosas e submissas.[x] Mantém-se assim uma gradação já existente na sociedade brasileira, que é representada no futebol através da diferenciada e hierarquizada relação dos homens e das mulheres com o esporte.

Quando D. Carlota, do Primavera Athletico Club, fora presa em janeiro de 1941, “os dados já haviam sido lançados”. Independente da acusação contra D. Carlota ter sido feita por uma atleta de uma equipe rival ou por um dos tantos “José Fuzeiras” que existiam no Rio de Janeiro e no Brasil na época; os governantes, com o apoio de ampla parcela da sociedade civil, já haviam decidido sobre o futuro do futebol feminino: a sua proibição.

Impedido pela polícia o futebol feminino em 1941. Foto: Museu do Futebol.

Após a liberação de D. Carlota, o Primavera e o empresário Alfonso Doce voltaram a negociar a excursão das atletas à Argentina. Os periódicos cariocas não perdoaram a nova tentativa do clube. O jornal O Globo, que dera a melhor cobertura sobre a prisão de D. Carlota, noticiou: “Vae se consumar o ridículo?”[xi] O Correio da Manhã foi ainda mais longe:

Há um anno aproximadamente, surgiu nos subúrbios desta capital um team de football de mulheres. As jogadoras eram pobres adolescentes algumas filhas de gente humilde e ignorante dos malefícios que um sport violento como o football possam ocasionar a uma moça. Outras, aliás na sua maioria, eram raparigas atraídas por uma mulher que a policia apurou ser exploradora de lenocínio. […] Agora surge o sr. Alfonso Doce, empresário de jogos em Buenos Aires, que resolveu levar á Argentina o team de brasileiras! A esse homem de negocio não interessa o lado moral da questão. [xii]

A desonestidade da matéria era significativa. Ela não divulgou que D. Carlota fora presa por causa de uma acusação anônima; que fora solta 48 horas depois por falta de provas; e que era, portanto, inocente. Ademais, cabe ainda ressaltar que o jornalista procurou vitimizar as atletas como estratégia narrativa de ampliar a negatividade da notícia.

No dia seguinte, o mesmo Correio da Manhã divulgava o fechamento do Primavera Athletico Club.[xiii] E, um mês depois, os periódicos – sempre com muita ironia – propagavam que as forças policiais iriam fechar definitivamente todos os clubes de futebol feminino.

– Muito bem. Neste assumpto de football as mulheres devem limitar-se a torcer.

– E a driblar os homens fora do campo. [xiv]

Finalmente, dois meses após, em abril, os desportos foram regulamentados através do Decreto-lei nº 3.199, que criou o Conselho Nacional de Desportos (CND). Nele, os apelos do parecer da Subdivisão de Medicina Especializada foram acatados no “Artigo 54”, que afirmava que “às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza”.[xv] Mesmo não sendo explícito, o artigo objetivava a interdição da prática do futebol feminino. Interdição que, de fato, já estava ocorrendo desde o final do mês de janeiro daquele mesmo ano.

Finalizava-se, assim, o processo de cerceamento e proibição do futebol feminino; fato este que possibilitou a consolidação de uma representação de nação brasileira que se constituía, entre outras características, autoritária e machista.


Notas

[i] Arquivo Gustavo Capanema, rolo 42, fot. 117, FGV/CPDOC.

[ii] Ver: GOMES, Ângela Maria de Castro. A invenção do trabalhismo. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1994.

[iii] SOUZA, Denaldo Alchorne de. O Brasil entra em campo: construções e reconstruções da identidade nacional (1930-1947). São Paulo: Annablume, 2008, p. 98.

[iv] Arquivo Gustavo Capanema, GC/Capanema, Gustavo, 02/12/1937, série pi, FGV/CPDOC.

[v] Arquivo Gustavo Capanema, rolo 42, fot. 118, FGV/CPDOC.

[vi] Arquivo Gustavo Capanema, rolo 42, fot. 118, FGV/CPDOC. Ver também: LOYOLA, Hollanda. Pode a mulher praticar o futebol? Educação Physica, Rio de Janeiro, v. 46, p. 18-20, set. 1940; e BALLARYNI, Humberto. Por que a mulher não deve praticar o futebol. Educação Physica, Rio de Janeiro, v. 49, p. 36, 52, dez. 1940.

[vii] CONDENADA a pratica do football feminino! O Imparcial, 08 mai. 1940, p. 9. A reportagem apresentava a opinião do chefe de departamento médico da Liga de Football do Rio de Janeiro.

[viii] DEFENDEM-SE as praticantes do football feminino. Jornal dos Sports, 10 mai. 1940, p. 6. Dias depois, o Jornal dos Sports, em sua coluna poética “Off-Side”, publicou: “Appareceu ahi um cavalheiro cheio / de zelo e de afflicção: // Fuzeira. Fuzeira não concebe/mulher de camiseta e de calção / jogando foot-ball. // Fuzeira considera a novidade / das mais ruinosas e das mais estranhas: / prevê para o Brasil todo um porvir de entranhas / infecundas, / enfermas, / vagabundas, // Arrasadas por ‘solas’ e por ‘trancos’… // Fuzeira treme pela Patria em risco, / e pede a interdicção, pede o confisco / da bola de Eva […]”. In: KEEPER. Ao Apostolo Fuzeira. Jornal dos Sports, 14 mai. 1940, p. 6.

[ix] WALBY, Sylvia. “A mulher e a nação”. In: BALAKRISHNAN, Gopal (org.). Um mapa da questão nacional. Rio de Janeiro: Contraponto, 2000, p. 259.

[x] Ver: DAOLIO, Jocimar. “A construção cultural do corpo feminino ou o risco de transformar meninas em ‘antas’”. In: ROMERO, Elaine (org.). Corpo, mulher e sociedade. Campinas: Papirus, 1995, p. 99-108; DEVIDE, Fabiano. Gênero e mulheres no esporte: história das mulheres nos jogos olímpicos modernos. Ijuí: EdUnijuí, 2005; GOELLNER, Silvana. Bela, maternal e feminina: imagens da mulher na Revista de Educação Physica. Ijuí: EdUnijuí, 2003; MOURA, Eriberto Lessa. “O futebol como área reservada masculina”. In: DAOLIO, Jocimar. (org.). Futebol, cultura e sociedade. Campinas: Autores Associados, 2005, p. 131-147.

[xi] VAE SE consummar o ridículo? O Globo, 16 jan. 1941, p. 8.

[xii] FOOTBALL FEMININO é um caso de policia, Correio da Manhã, 17 jan. 1941, p. 10.

[xiii] O Correio da Manhã assim comentou: “Conhecendo os antecedentes do football feminino nesta capital, mostramos que cabia a polícia intervir na exploração ignóbil de pobres raparigas, congregadas por gente sem escrúpulo para exhibirem-se em publico num espectaculo rotulado como football. E até um club, o Primavera Athletico Club, foi formado clandestinamente para mascarar a cavação. E mais cedo do que pensávamos, a polícia tomou as medidas acauteladoras do bom nome da família brasileira […]”. In: A POLICIA acabou com o football feminino. Correio da Manhã, 18 jan. 1941, p. 8.

[xiv] PINGOS & Respingos. Correio da Manhã, 12 fev. 1941, p. 2.

[xv] Decreto-lei nº 3.199, de 14 de abril de 1941.

Denaldo Alchorne de Souza

Denaldo Alchorne de Souza fez pós-doutorado em História pela USP, doutorado em História pela PUC-SP e mestrado, especialização e graduação em História pela UFF. É autor dos livros Pra Frente, Brasil! Do Maracanazo aos mitos de Pelé e Garrincha, 1950-1983 (Ed. Intermeios, 2018) e O Brasil Entra em Campo! Construções e reconstruções da identidade nacional, 1930-1947 (Ed. Annablume, 2008), além de diversos artigos publicados em revistas, jornais e sites. Atualmente é pesquisador do LUDENS/USP e Professor Titular do Instituto Federal Fluminense, onde leciona disciplinas na Graduação em História.

Como citar

SOUZA, Denaldo Alchorne de. A “Primavera” do futebol feminino (1940-1941)(2ª e última parte). Ludopédio, São Paulo, , 2020.
Leia também: