“Porque todos os ‘rebeldes’ falam português?” A circulação de jogadores brasileiros/sul-americanos na Europa, ontem e hoje

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ISSN 1677-7174

“Porque todos os ‘rebeldes’ falam português?” A circulação de jogadores brasileiros/sul-americanos na Europa, ontem e hoje

Periódico / Revista

Antropologia em Primeira Mão

Número

n. 110

Ano

2009

Área de concentração

Antropologia

Cidade

Florianópolis

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Resumo

Abordo aqui como no futebol, em diferentes espaços históricos e por diferentes agentes, as categorias étnicas e de identidade continental, nacional e regional têm sido negociadas e manipuladas nos processos de importação de jogadores brasileiros por clubes europeus. Deter-me-ei, sobretudo, em algumas características particulares da população de jogadores de futebol sul-americanos que transitam ou transitaram pela Europa, atuando profissionalmente em clubes-globais, a partir de uma pesquisa etnográfica realizada com jogadores brasileiros que são celebridades hoje no exterior. Os jogadores de futebol são emigrantes especiais por serem, ao mesmo tempo, força de trabalho e mercadoria. Analisamos os fluxos de jogadores da América do Sul para a Europa, e particularmente de e para o Brasil, constatamos a permanência e a transformação dos mitos e dos estereótipos associados com os futebolistas sul-americanos, assim como suas estratégias de reação, entre as quais, a formação de “clãs étnicos”.

Abstract

In this paper I look out how in football, in different historic spaces and by different agents, the ethnic categories and those of continental, national and regional identity have been negotiated and manipulated in the processes of importation of Brazilian players by European clubs. Above all, I analyze particular characteristics of the population of South American football players who travel or have traveled through Europe, to work professionally in global clubs, based on an ethnographic study of Brazilian players who are now celebrities abroad. The football players are special immigrants because they are simultaneously labor force and commodity. We analyze the flow of South American players to Europe, and particularly those from Brazil, and find the permanence and transformation of myths and stereotypes associated with South American athletes as well as their strategies of reaction, including the formation of “ethnic clans”.

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